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EPITÁFIO - O LIVRO DOS VIVOS

Autor: OSMAROSMAN AEDO
Páginas: 104 pgs.
Ano da Publicação: 2015
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 35,00

SINOPSE

EPITÁFIO

(o livro dos vivos)

............... porque os mortos somos nós ..............

Osmarosman Aedo

! FAÇAM SUAS APOSTAS!

(antes que apostem você)

METAS...

São ruas não pavimentadas

Que sustentam jardins suspensos

Com intenções diversas,

E que desprezam desculpas;

DESEJOS...

São como promessas

Que carregam santos por eternidades,

Sem cumprir uma sequer,

Com direito a reclamar ainda,

Daquelas que se cumpriram sem sua ajuda;

CONQUISTAS...

São cédulas antigas (riquezas de história)

Cuja visão de avanço tecnológico,

Só surpreende o mercado livre

Que ainda consegue nos aprisionar,

Com suas nefastas promoções;

VONTADE...

É liberdade na expressão “EU QUERO”,

Qual, depois de traduzida, temos a certeza,

Que a sociedade tão dona de si

Encontra-se em cárcere privado;

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OSMAROSMAN AEDO... por Anthony Leahy

Apresento-lhes, em insuficientes palavras e ineficaz linguagem, um sujeito singular! Mesmo tendo um coração tão plural, sua concepção de mundo é única e exclusiva. Em uma palavra? TALENTO! Osmarosman Aedo é uma daquelas pessoas que irradia energia positiva e ilumina os ambientes mais sombrios. Ocupa o espaço disponível com seu jeito sui generis. Ao seu lado, não sobra espaço para tristeza, nostalgia e melancolia. Somente alegria e esperança contagiante. Faz brotar o nosso melhor, às vezes tão esquecido e abandonado!

Nem sempre o que ele fala ou faz é compreensível, mas este fato somente alimenta o seu lúdico mistério. Louco? Quem não o é? Ele, pelo menos, fez da loucura uma sábia e consciente opção. Natural ou personagem? Os dois! Se todos usamos máscaras sociais, que nos ajudam a adaptarmo-nos (e a sobreviver) aos diversos cenários e contextos do cotidiano em sociedade, o Osmarosman Aedo criou uma personagem que, na verdade, é a que melhor o traduz. Uma máscara que não esconde, mas, antes, e acima de tudo, desmascara, desvela e revela (a ele e aos outros a partir dele). Ele é muitos, sem deixar de ser apenas e tão somente um. Talvez um fractal, talvez furta-cor, talvez o inverso do oposto do inteligível. Quem sabe? Ele sabe? Alguém sabe? Alguém quer saber? Reverso do inverso do que nunca chegou a ser, ele é o oposto do que quer que pensem dele. Sua imprevisibilidade é totalmente previsível e até esperável. Assim é o poeta, assim são as poesias...

Podemos compará-lo com o vento, imprevisível, ou ao fogo, intenso, ou à água, misteriosa, ou à terra, dado à profundidade de suas raízes...

Sua personalidade parece-me fruto da evolução, adaptando-se reiteradamente em busca das adequações necessárias à sobrevivência em múltiplos contextos sociais. Por isto múltiplo e plural...

Baiano, Soteropolitano, sem abrir mão de ser cidadão do mundo. A Bahia lhe deu régua e compasso, pode, portanto, traçar seu caminho pelo mundo, com autonomia e identidade, sem perder o traço... É universal, pois a sua forma de ser e ver o mundo é um cantar permanente à sua aldeia, pois traduz toda a paixão e criatividade de um povo místico que se formou sob o chicote dos feitores e se miscigenou com todos quantos pode, tornando-se um exemplo para o mundo de respeito à alteridade e à diversidade. Ele próprio é um mosaico de influências e tendências culturais, comportamentais, existenciais...

Suas poesias, seus versos, seus textos, sua música refletem, justamente, esta riqueza de possibilidades e potencialidades. Fluem misteriosas como a água mística da lagoa do Abaeté (ou do Dique do Tororó), apaixona e assusta como o fogo, revela-se a cada nova palavra imprevisível como o vento, às vezes brisa, às vezes tornado, mas sempre gerando uma reflexão, uma provocação, enraizando-se fundo na terra do nosso existir. Ninguém, vivo, sairá incólume após ler este livro. Afinal, este é o Livro dos Vivos!

“.RECUSO-ME ACEITAR,

    QUE DEPOIS DA PALAVRA,

                           VENHA O SILÊNCIO.”

Anthony Leahy

Editor do Instituto Memória

Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná

Baiano, Cidadão Honorário de Curitiba (CuritiBaiano)

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APARTE

Gosto de abrir as páginas de um livro sem pensar em seguir sua numeração, é como se pudesse observar um mapa e imaginar que escolho um país para visitar, apenas ao tocá-lo com um dos dedos...  Ao ler “Epitáfio” senti essa mágica sensação... Viagem...

E então, em cada página, viajando nos textos que o compõe, encontrei pinceladas de realidade, sonhos e sabedoria que inspiraram o escritor Osmarosman Aedo nos presentear com esta obra que, a começar pelo título, destaca-se, sugerindo leituras especiais e misteriosas. E dessa bem-vinda “conversa” entre escritor e leitor, houve uma linda cumplicidade, o que deu evasão ao surgimento e revezamento de ideias, reflexões e questionamentos sobre a Vida e sua brevidade.

“Epitáfio (o livro dos vivos)” singrou mares de palavras, e encontrou frases que e, em companhia do passado e do presente, desenhou emoções, transmutando-as em textos únicos que possuem vida própria, merecendo nossa atenção.  Pois, ao ler e reler, nossos “países” internos são descobertos e, aos poucos, ideias e mensagens ao se organizarem, lembram um surreal quebra-cabeças. Assim, enquanto fecho o livro, e o fim de tarde se aproxima, ouço sons de sinos -de- vento que se misturam ao canto dos pássaros no jardim...

Van Zimerman

Escritora e Artista Plástica